From time to time, something shiny is flouted as the future of media/journalism/news. It’s annoying and, to people working in those industries, it’s quite frankly frustrating. Currently the fanfare has gone towards Substack and its newsletter service — and I will try to explain here why it certainly isn’t the future of journalism.

A pre-emptive alert: I love newsletters, I subscribe to quite a few and I take a lot of value from the ones I absorb. Some of them aren’t even from news media and have extraordinary value, like Morozov’s The Syllabus. And I consider newsletters an amazing way…


The Guardian made no favours to intelligence by publishing a piece supposedly written by an AI.

Here’s a short rambling on the Guardian article published today, “written” by an AI: there are three clumsy mistakes here. First, it repeats the stupid idea some of the mainstream press has been echoing, confusing algorithms with AI and presuming a tool written by humans is able to produce something that resembles an artificial thought. Second, it banks on the science fiction element of having an “AI” talking for all of them, as if there was some kind of unified conscience of these entities as we see in movies. Third, the algorithm was constrained to write… an opinion piece. Not…


Os autores da página Os Truques da Imprensa Portuguesa deram-se finalmente a conhecer de forma voluntária. Aqui fica uma crítica em três pontos à página gerida por João Marecos, advogado na Linklaters, e Pedro Bragança, estudante da FAUP.

1.Os insultos. “Temos um orgulho enorme nesta página“, dizem os autores d‘Os Truques. Uma página onde fazem regularmente processos de intenção sobre a isenção de diretores, editores, jornalistas e até estagiários — processos esses que são sumarizados com o coro de críticas que chove a cada post. Esta é uma página que promove e fomenta um discurso de ódio. Esse ódio é…


O sindicato está certamente agradecido pelo papel de figurantes que jornalistas, voluntários, gestores, diretores e alunos cumpriram na sua obra edificada no cinema São Jorge.

Abstenho-me de dissecar a forma como decorreu o congresso. Já aqui escrevi sobre o planeamento do mesmo e o que ele prometia, passarei direto para a análise das conclusões. Do que se lê na resolução final do congresso, é bastante óbvio que este foi tomado por uma clique maniqueísta que luta pela sobrevivência à custa da instrumentalização dos jornalistas para o combate ideológico. É extraordinário que um grupinho sem relevância sequer na classe que diz representar tenha esta capacidade de mobilização tão bem aprendida nas rga universitárias dos anos setenta.

Valer a pena ir direto ao essencial. No dia que…


Receita simplificada para produzir um bom produto editorial que se assuma como nativo digital.

  1. Ter um bom produto. Seja qual for o tema, a abrangência e a abordagem, o que interessa é ter um produto de qualidade em termos técnicos e editoriais.
  2. Pensar sempre e apenas digital. Isto implica ter a equipa alinhada, especializada e preparada para produzir conteúdos digitais.
  3. Perceber que o leitor é soberano, que o jornalismo é um serviço e que a relevância do produto dita a sua sobrevivência. Sempre.
  4. Saber que mais vale ser certo que ser rápido e que a credibilidade demora muito a construir e quase nada a destruir.
  5. Recolher, utilizar e entender de forma consistente as métricas…


São previsões para o negócio dos média, especificamente para os média digitais. Vão acontecer em 2016 e vão ocupar gestores, jornalistas e públicos.

Daqui a um ano haverá provavelmente menos jornalismo, mas melhor jornalismo digital. Sim, mais meios vão adotar as notificações para telemóvel. Sim, mais meios vão adotar políticas de conteúdo patrocinado (e isso vai obrigar a clarificações). Sim, mas meios vão tentar limpar as áreas de comentários. Sim, mais meios vão investir em testes A/B para melhorar o produto final, dos títulos às fotos. Sim, vão surgir mais e melhores podcasts e webvideos. Sim, vamos assistir a mais colaboração entre developers, designers e jornalistas.

Mas isto são os detalhes. Passemos às três grandes tendências:

Mais crise e maior consolidação
Pelo menos mais…


Do tweet de Philip Bromwell

Pelo meio das reações a mais uma tragédia vivida em direto nas redes sociais, espalhou-se a teoria de que os média só relatam atentados terroristas quando estes ocorrem no “ocidente”. Isso aconteceu em Portugal, na sequência das partilhas que já estavam a ocorrer em inglês — e foi adotado como a teoria da indignação do fim-de-semana. Pois. É mentira.

É mentira. A imprensa portuguesa está cheia de notícias sobre o que se passa na Síria, no Iraque, na Palestina, no Afeganistão. Na imprensa internacional há relatos em primeira mão de repórteres que vivem em todos esses locais e de onde…


Se és um dos 598 alunos que não conseguiu entrar em jornalismo, parabéns. É a primeira boa notícia da tua ainda não existente carreira profissional.

E é uma boa notícia por três razões:

. Porque evitaste um curso que tem das mais baixas taxas de empregabilidade do país. Um curso superior numa dessas variantes de jornalismo é meio caminho andado para o emprego… Numa área que nada tem a ver com a comunicação e menos ainda com o jornalismo.

. Porque o jornalismo precisa de diversidade na formação. Experiências diferentes de aprendizagem conduzem a um conjunto mais rico. A unanimidade é uma coisa horrível e para uma redação ser bem sucedida tem de ser tão diversa quanto o país que quer retratar.

. Claro que…


Algumas ideias sobre a melhor forma de garantir que uma candidatura merece ser considerada.

Desde que o Observador foi anunciado em janeiro de 2014, as candidaturas têm chegado a um ritmo de 2 ou 3 por dia. São muitas centenas, das quais só um pequeníssimo número mereceu ser considerado. E há muita gente que pergunta qual a forma mais eficiente de enviar uma candidatura. Esta experiência acumulada já justifica a listagem de meia dúzia de sugestões que podem ajudar a que uma candidatura tenha melhores resultados.

Nota prévia: Há poucas verdades universais no recrutamento, menos ainda no recrutamento jornalístico. Por isso o que aqui fica é assumidamente subjetivo e sujeito a revisão. …


Algumas notas sobre a relação bilateral do Observador com as instituições de ensino.

A nossa relação com as universidades merece uma nota especial. Ainda antes do início do trabalho público anunciámos a quem quis ouvir que estamos abertos a ser estudados, que estamos disponíveis para ajudar a estudar e que queremos ajudar a formar profissionais. Isso concretizou-se rapidamente numa colaboração diversificada com uma série de instituições de ensino que tem passado por quatro áreas:

Os estágios
Temos sido bastante seletivos nos processos de estágio, apesar das muitas solicitações. Tomámos cedo algumas opções que se revelaram acertadas: apenas aceitar estágios com o devido enquadramento curricular escolar, reforçar a lógica de parceria com as universidades através…

Diogo Q Andrade

News Executive working on the future of news, currently studying Augmented Reality. Formerly Forum.eu, Publico and Observador. Also, PhD student/researcher.

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